quarta-feira, 26 de março de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
livre-arbítrio
e o vazio era tão grande
e pulsava tão forte
que ela arrancou o coração do peito
e ficou ali,
observando imóvel,
até que ele parou de pulsar
bem de-va-ga-ri-nho.
quarta-feira, 12 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
{you've got a way that makes me feel so complicated...}
Don't u eva wish for just one thing that you might never see?
Don't u eva wish for just one thing that you might never know?
You might never know...
Don't u eva wish for just one thing that you might never know?
You might never know...
segunda-feira, 3 de março de 2008
para anna
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
-Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe: - Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
(O Pequeno Príncipe)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
tempo

Sinto muito, mas eu não posso falar de outra coisa, sim, nada para contar.
Não posso falar sobre o tempo em Barcelona, há dias não sei o que é a luz do sol.
Bom, e talvez sobre política? Não, lamento novamente. Até gosto do tema, mas não sei o que acontece fora das paredes do meu quarto.
Eu só posso falar de mim. Desse poço infinito de tristeza, dessa dor absurda que pulsa no meu peito, dos meus olhos já queimados dessas lágrimas com gosto de mar.
Eu só posso falar do medo que sinto, quando vejo minha imagen distorcida nesse espelho em ruínas.
Eu só posso te dizer que agora eu sofro, que me agarro numa esperança que me arranha os braços e me faz sangrar.
Os meus sete anos de azar já se acabaram, nem me lembro quando.
Vai ver que o tempo-rei não sabe contar…
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