sinto
minto
mas não admito.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
queda livre
mil vezes
e acreditar que um dia
realmente poderei voar
do que ficar olhando para o abismo
eternamente
e nunca tentar.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
sal
hoje o passado me despertou
com seu alento gélido
suas unhas largas
e seu olhar vazio.
sem fazer perguntas
permaneceu imóvel
enquanto eu morria afogada
no oceano do meu quarto.
com seu alento gélido
suas unhas largas
e seu olhar vazio.
sem fazer perguntas
permaneceu imóvel
enquanto eu morria afogada
no oceano do meu quarto.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
estilhaços
na tentativa desesperada
de cuidar do cristal
apertei tanto
que não percebi
os estilhaços por todos os lados.
agora minhas mãos sangram
manchando de vermelho
os escombros de mim mesma
que nunca mais poderei juntar.
de cuidar do cristal
apertei tanto
que não percebi
os estilhaços por todos os lados.
agora minhas mãos sangram
manchando de vermelho
os escombros de mim mesma
que nunca mais poderei juntar.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
veneno
eu caminhei por estradas nunca antes percorridas, enfrentei dragões e moinhos, lutei diante de todos e lutei contra mim.
depois, explorei satélites infinitos, mudei de planeta e descobri um novo lado da lua, só para velar melhor seu sono.
não contente, aprendi novos idiomas, transformei meus sentimentos-carvão em sentimentos-diamante e inventei canções para te fazer feliz.
e falei de amor, de poesia e te ensinei a abraçar. plantei estrelas e sol e mar pelo seu caminho, te dei minha mão para te ajudar a caminhar.
te sussurrei todos os nomes dos meus segredos, te contei a cor da minha alma e, com minhas duas mãos unidas, te entreguei meu coração.
e sem perceber os olhos da medusa no espelho, bebi do mar dos seus lábios e senti o veneno que inunda sua alma.
então eu percebi que era tarde demais, escuro demais, triste demais.
enquanto você dormia, eu continuava morrendo.
noite após noite e para sempre.
depois, explorei satélites infinitos, mudei de planeta e descobri um novo lado da lua, só para velar melhor seu sono.
não contente, aprendi novos idiomas, transformei meus sentimentos-carvão em sentimentos-diamante e inventei canções para te fazer feliz.
e falei de amor, de poesia e te ensinei a abraçar. plantei estrelas e sol e mar pelo seu caminho, te dei minha mão para te ajudar a caminhar.
te sussurrei todos os nomes dos meus segredos, te contei a cor da minha alma e, com minhas duas mãos unidas, te entreguei meu coração.
e sem perceber os olhos da medusa no espelho, bebi do mar dos seus lábios e senti o veneno que inunda sua alma.
então eu percebi que era tarde demais, escuro demais, triste demais.
enquanto você dormia, eu continuava morrendo.
noite após noite e para sempre.
sábado, 21 de julho de 2007
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